31.10.12

meia volta

fosse um fio, rastro de horizonte
um corpo deitado, folha - metal.

registra o olho, é estrela; brilha.
(assume o encantamento a sós)

rasga a mata em trilha de sede,
na cintura traz vil esperança .

canta como criança.

morde a língua; está faminto
possui os quadris em mãos.

retorna ao lar, como divindade
a possuir corpo e mente.

Phaenomenas

3 comments:

Kadu Mauad said...

"No fio da meada,
entre lótus lilases,
liba a água do oásis,
onde teve pousada.
Deita-se na almofada,
fecha os olhos em prece.
Mal se vê, adormece,
e os seus lábios, felizes,
bordam frases a Isis,
qual um tapete se tece."


Kadu Mauad said...
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Flavia Wolff said...

Suas construções: objetivas, concretas demais. Acidas, como outrora você disse ser meu humor. Nossos estilos se diferem no timbre: Eu, sinto. Voce....como ambos bem sabemos...rsrs....finge.


Rsrs

Voce deixa as Marcas de seu Imperativo Desejo, Cortante...Doce na estrita Fineza de suas falas.

Claro, não vou Ater-me em severos comentários sobre seus versos. Estou em meu Horario de Almoço.

Lembra? Quando você diz pra mim: - Deixa eu te ver !!! Assertivo, sempre. Impondo a concretude dos seus versos em sede de querer. Ignorando meu Toque de Ira sobre o afã de seu pedido.

Depois, claro, sua Forra!!! Quando me vê, pede o que quer, contempla, explora... nossa Doce Distância e, finalmente, sente.

Ia escrever Ontem, pra você, um Bilhete. Cuidado com o que autoriza !!!! Olhei seus versos uma vez, mais uma. Mais Duas, convenci-me. Escrevi, vou mostrar, hoje, sentindo, quando você disser, de novo, quero te ver.


Mas você sabe... que eu gosto quando você finge, suas Sutilezas Safadas.........pra mim.