entre el deseo y el hambre
quis tornar edifício o que outrora era "não",
com a mão - desenhar com compasso, quadris.
como a lúria seca - garganta sufoco, arde
não mais parte, mas simples "todo", luxúria.
da pena que escantilha ao meio, dia ou verbo,
do verso que castiga a mão e figura a cena.
não menos, sem restolho de ação ou figurativa fé
porém de pé, arrancando o olho, não mais temo.
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Foto: fuckyeahtatoos |
5 comments:
a palo seco. forte
Olá. Desculpa mas sempre leio seus poemas e entendo muito pouco.
Sei que são metáforas e que estão sujeitas a múltiplas interpretações, mas sempre fico querendo saber o que VOCÊ, poeta, quis dizer;.
Tem jeito?
Obrigada.
tem jeito [2]?
não sei se são metáforas. acho até que muitas vezes são bem objetivas as construções. o caminho da "confusão" talvez seja a busca pela concretude da linguagem. mas a grande graça é que não tenha explicação e o poema ganhe o olhar alheio. publicou, perdeu. :)
Olha, espero que ninguém tenha arrancado o olho, ou ficado com a lúria no pescoço...
Bom, essa talvez sim, pra fins lúdicos rsrs.
Você se saiu bem dessa vez, mas a curiosidade não diminuiu em nada.
;)
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