12.1.07

O insurgente



- O que agüenta teu corpo – pergunta o patrão
- Nada mais – responde o insurgente
a mão rebelde
derruba o chicote
e assusta
a cômoda expressão
do explorador
que
não mais
dorme
cheio de confiança
e com a cheia pança
dos frutos de quem
planta
(mas não come)
seja o grão
do cereal
ou o doce
final
do pão

eis que o insurgente
derriba aflitos mapas
na praça, em busca da
especiosa raiz
(1)

ergue o
braço em riste
a voz

destrói pretensões

interrompe
covardias

Tiago Rattes de Andrade

(1) Affonso Romano de Sant’anna, Que país é este?

3 comments:

Marianna said...

ótima poesia.
aguardamos anciosos o livro!

bjs

Pedro R.C said...

poesia incidental para Ode aos Ratos. Contarei ao Chico e ao Edu!



viva!


saudações
mana manda beijos

Anonymous said...

Olá Tiago, linda a poesia, mais uma vez!!
Sempre venho aqui e nunca comento. O farei mais vezes, pois mereces!!
Vida longa à tua poesia!

Beijos!
Joyce Louback