
- O que agüenta teu corpo – pergunta o patrão
- Nada mais – responde o insurgente
a mão rebelde
derruba o chicote
e assusta
a cômoda expressão
do explorador
que
não mais
dorme
cheio de confiança
e com a cheia pança
dos frutos de quem
planta
(mas não come)
seja o grão
do cereal
ou o doce
final
do pão
eis que o insurgente
derriba aflitos mapas
na praça, em busca da
especiosa raiz(1)
ergue o
braço em riste
a voz
destrói pretensões
interrompe
covardias
Tiago Rattes de Andrade
(1) Affonso Romano de Sant’anna, Que país é este?
3 comments:
ótima poesia.
aguardamos anciosos o livro!
bjs
poesia incidental para Ode aos Ratos. Contarei ao Chico e ao Edu!
viva!
saudações
mana manda beijos
Olá Tiago, linda a poesia, mais uma vez!!
Sempre venho aqui e nunca comento. O farei mais vezes, pois mereces!!
Vida longa à tua poesia!
Beijos!
Joyce Louback
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