titubeia ferino, como um bicho
come, lambe os beiços, ossada
simples, ou indivisível – olha
o que sobra, louça, terçã festa
como possessão, faz santuário
a bico de pena, beberica peito
na ponta dos dedos, caminhada
faz da sola calvário, alma rasgada
idílio de nada serve, meu servo
quando sono, dorme no
azougue
pretere, antes que seja morte
afere o pulso antes que vá em vida
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Bansky |
3 comments:
forte.
Ritmada como o batuque de um terreiro, aumenta a cada verso a aflição própria de um mistério que nunca enfim se desvenda.
O fim do poema é de arrasar... Parabéns!
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