trocávamos olhares, enquanto eu sorvia um drink
a jazz-band evocava apaixonados casais no salão.
O código secreto da noite eram sorrisos disfarçados
minhas mãos guardadas nos bolsos e nos copos
se escondiam, por temer te tocar e estragar esse retrato
Tua roupa, teu perfume, teus acessórios, te condenavam
a ser uma pequena deusa. E as deusas são assim.
Em fuga e sequestro, havia um lago, onde a conversa
invadiu a madrugada. E nunca mais...
Mas havia, e sempre houve um carnaval.
Quando trocamos sorrisos e desencontros, no nosso
Bloco de Nós Dois, você era a porta-estandarte, e eu
fantasiado de sonhador, brincava de cortar corações
Desde então lago não há mais
nem carnaval.
De vez em quando há a tua voz, teu olhar,
teu sorriso, que alimenta a distância e a saudade
minhas palavras que tentam aliviar esse sono.
Mas na distância esse eterno sentimento não solucionado
encontra abrigo, e vida.
Enquanto a jazz-band toca no salão de nossos sonhos.

3 comments:
ADOREI!!! lINDA!!!!
"Desde então lago não há mais
nem carnaval."
Uma pena!!!!
adoro esse poema. e adiciona meu blog.
Nice poost
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