4.10.06

Rua Nova II

Eu experimento as palavras e
o doce gosto da monumentalidade
da infância,ao ver oscarros
e os amigos caros,
amigos
passarem por
sobre a calçada que banha-se
na chuva e solve-se na alvorada
(aqui o sol foge de maneira diferente)
e as lágrimas“inevitam-se”
banhar os rostos contumazes
de emoção,
da saudade ensejada
nesta rua de pedras sob asfalto sob lágrimas sob enchentes sobfestas juninas
do doce gosto de pé de moleque
do soberbo gosto
do jogo da barraca
de bolo deminha vó
da quadrilha
do funk embotado nas janelas
nos passos de dança
coreografados na alma

me sinto feliz
ao pisara qui com estes
pés que aqui aprenderam a
andar com estes braços
que aprenderam a
abraçar e esta boca
que aprendeu a beijar
e estes olhos que
aqui aprenderam a enxergar
e a chorar

só aqui
onde deus dividia o céu
com minha pipa

1 comment:

Roberto Lopes said...

Meu caro amigo Tiago, através dessa poesia me senti arrepiado ao lembrar da minha infância nesta rua maravilhosa. Muito obrigado!!