3.9.06

devaneio profícuo


poesia, és
bela
do lado
de lá
pois cá
não existe ti
ainda que
a pedra
role
e
o mundo rode
a cerca
que carrega
e cerca as esperanças
que devem
ficar
do lado
de fora, é triste
o fruto
sem luta
só luto
quando a roupa
preta
insiste
em saber-se
dona da verdade estética de
um corpo
que descansa em paz. jaz.

e a poesia acorda pra
cuspir
e tomar café
no bar
mais
longe
de todos nós. a dar nós,
em nossas vidas

3 comments:

Gabriel said...

excelente poesia. todo devaneio é util. futil é a ausemcia de poesia. muito bom!!!

Lucas Moreira said...

"e a poesia acorda pra cuspir"

genial querido Rattes

Rodrigo Vasconcelos said...

Fala Rapaz... parabens pela vitoria na Lei Murilo mendes, continue assim!!!! valeu!