
29.6.09
26.6.09
sambamar
sambamar
samba no mar (alguém já cantou)
samba pra amar
no armar (do corpo quente)
no armário (da vaidade)
armado peito forte
samba na cela,
em sesta
na escolta
na selva
no colo
no escopo
samba lá
samba nela, faz dela
passista, assista a miséria
que ela faz com os pés
na passarela e a passar
ela não resiste ao passar
por ela, toda assim
sambamar
samba pra amar
samba assim
samba no mar (alguém já cantou)
samba pra amar
no armar (do corpo quente)
no armário (da vaidade)
armado peito forte
samba na cela,
em sesta
na escolta
na selva
no colo
no escopo
samba lá
samba nela, faz dela
passista, assista a miséria
que ela faz com os pés
na passarela e a passar
ela não resiste ao passar
por ela, toda assim
sambamar
samba pra amar
samba assim
17.6.09
Juiz de Fora é a cidade mineira menos barroca.
Aqui a mineiridade não é clichê. Nem blasé.
Não temos a procissão. Só a possessão.
Tupi or not Tupi, that’s the team.
Ou fantasma do mineirão. E as pesquisas oficiosas comprovam: cresce o número de torcedores de times da capital do estado, reduz o de seguidores das equipes da capital do império.
Aqui o tira-gosto nos butecos é o melhor do estado, quiçá do planetinha. Haja estômago.
Letras. Não citarei Murilo Mendes, Nem Affonso Romano. Nava, filho adotivo do Caminho Novo, é quem melhor descreveu tudo isto. E um pouco mais.
Basta assistir TV e desencarnar do corpo tendencioso e verá. As pessoas daqui tem um irrmediável sotaque mineiro. Mas é preciso assistir TV.
Seria covardia falar de música. E ponto final.
Aqui a mineiridade não é clichê. Nem blasé.
Não temos a procissão. Só a possessão.
Tupi or not Tupi, that’s the team.
Ou fantasma do mineirão. E as pesquisas oficiosas comprovam: cresce o número de torcedores de times da capital do estado, reduz o de seguidores das equipes da capital do império.
Aqui o tira-gosto nos butecos é o melhor do estado, quiçá do planetinha. Haja estômago.
Letras. Não citarei Murilo Mendes, Nem Affonso Romano. Nava, filho adotivo do Caminho Novo, é quem melhor descreveu tudo isto. E um pouco mais.
Basta assistir TV e desencarnar do corpo tendencioso e verá. As pessoas daqui tem um irrmediável sotaque mineiro. Mas é preciso assistir TV.
Seria covardia falar de música. E ponto final.
2.6.09
Deixa eu te contar_( à memória de Ana Cristina César)
deixa eu te contar que eu sinto saudade
deixa eu te saudar na subida pr'o quarto
de nós dois. deixa eu resguardar teu parto
que eu transo um amanhã pra nós dois
deixa
deixa pra depois
não esqueça de teu comprimidinho
a vida é assim, felicidade em caixas
não rasga
minhas cartas
que quando, um dia,
assim como alguém que nada quer,
eu for
de velhice, ou de airbus
você se lembrará pra sempre de mim

Ana Cristina César
28.5.09
novidade
estética est ética
seria? ao menos
eu saberia
e a arte vai brincado pelo mundo
de ser rock'n roll
ah se tudo fosse rock'n roll!
era só um chacoalhar de ossos
ah se tudo fosse van gogh!
era todo mundo grogue
arrancando as orelhinhas
mas não
tem muita pedra neste mundo
muita pedra pra ser quebrada
"corra camarada
o velho mundo está atrás de nós"
o homem que come o pão de ló da arte
tem que gotejar a pimenta da política
no fiofó
seria? ao menos
eu saberia
e a arte vai brincado pelo mundo
de ser rock'n roll
ah se tudo fosse rock'n roll!
era só um chacoalhar de ossos
ah se tudo fosse van gogh!
era todo mundo grogue
arrancando as orelhinhas
mas não
tem muita pedra neste mundo
muita pedra pra ser quebrada
"corra camarada
o velho mundo está atrás de nós"
o homem que come o pão de ló da arte
tem que gotejar a pimenta da política
no fiofó
27.5.09
16.5.09
Salinas II
06:00 chega de dormir. a claridade não ajuda e o barulho do ar condicionado do vizinho só piora.
banho nesta terra é bom demais.
7:00 é hora de tomar um café. e grata surpresa: professora helena motta, aqui está, por conta da UAB. batemos um papo. café, pão de queijo, bolo de mandioca. adeus dieta.
07:30 o motorista nos busca e vou rumo ao pólo. de encontro dos alunos e alunas...
a oficina parece ter funcionado. ganhei um queijo, um requeijão e uma cachaça. eles souberam me agradar.
ao meio dia me despeço e vou almoçar. aqui a comida é pesada. todo cuidado é pouco. mas que é uma delícia é. tenho uma sensação de que a poeira aqui é coisa séria. antes de ir ao restaurante passei na feira. impressionante. todo tipo de coisa se vende. frutas, legumes, grãos. e carne. muuuitas carne. eu queria um chapéu de palha. mas tava com fome. fui embora.
almocei num restaurante chamado FOFOCA'S. muito bom.
13:20 me sentei na cachaçaria Artista e bati um papo. levei cachaças, claro.
Salinas tem um cheiro bom. Um ar diferente. um dia ainda descubro o que é.
por hora, converso via msn com meu amor, coisa boa!
banho nesta terra é bom demais.
7:00 é hora de tomar um café. e grata surpresa: professora helena motta, aqui está, por conta da UAB. batemos um papo. café, pão de queijo, bolo de mandioca. adeus dieta.
07:30 o motorista nos busca e vou rumo ao pólo. de encontro dos alunos e alunas...
a oficina parece ter funcionado. ganhei um queijo, um requeijão e uma cachaça. eles souberam me agradar.
almocei num restaurante chamado FOFOCA'S. muito bom.
13:20 me sentei na cachaçaria Artista e bati um papo. levei cachaças, claro.
Salinas tem um cheiro bom. Um ar diferente. um dia ainda descubro o que é.
por hora, converso via msn com meu amor, coisa boa!
15.5.09
Salinas I
5:12 da matina, um motorista gente boníssima
passa lá em casa e seguimos em frente, pra
buscar o resto da moçada, turma de gente fina
elegante e sincera.
5:40 estávamos rumo a capital das minas
dos matos gerais e conversamos sobre música
pernambuco e muito cinema, e que beleza
despejamo-nos em pampulha
às 9:40
check-in chequinho despacha a mala que pesa 9,9kg
no aeroporto uma menina maquiada distribui panfletos
alerta sobre a gripe suína com um baita sorrisão no rosto
10:30 rumo a pista, o detector de metais cisma com minha cara
(na verdade com meu cinto)
muita poeira sobrevoa o asfalto quente da cabeceira
e às 10:45 tamo junto e misturado com as nuvens
rumo a Montes Claros
vejo lá de cima o mineirão, a lagoa e nada mais
11:47 cirurgicamente como havia dito o piloto o art-cento e alguma coisa da Trip
treme todo até descer na pista de MOC
e começa aí a cruzada pelas veredas dste Grande Sertão
Meio dia!!!!! E rasgamos a Bê-érre-dois-cinco-um rumo a Salinas
e passamos por Bocaina, Buritizais lindos, siriemas, carcaças
poeira, vidas secas. o céu é lindo
14:10 eis Salinas. pedacinho de nordeste em Minas. ou vice-versa
hotelz
inho, almoço num restaurante muito bom que o nome já define: Bakaninhaas 15 e cacetada a bola da vez é comprar cachaça: beija flor
aqui uma Anísio Santiago pode sair por 170 reais. sim! verdade!(em JF a garrafa chega a 300)
18:00 visita ao pólo me faz sentir que eu amo mesmo é educar e fazer parte disso tudo
e escrever me dá saudade de Ceci.
amanhã eu ralo. e depois volto.
13.5.09
O Rio
o Rio me ama, me desanda
me ama na cama, no drama
da bala perdida, me ama
no anagrama
de ama, que poder ser Mam
mas no Rio nada consta
apenas o anadrama
que sorve jovens em cada
grama
o Rio me grama, em cada
Posto 9, em cada Lapa
em cada Beco das Garrafas
em cada Travessa,
o Rio me atravessa
a alma nas Laranjeiras
me sorve nas luzes do
Dona Marta, sim senhora
o Rio me perde na hora
da cabana, de Copa
o Rio me afoga nos biquinis
na areia, no mosquito
no Rio, se sujar eu apito
me guardo na lata
me faço de aflito
o Rio me ama nos braços
da mulher que passa
na dura do guarda
o Rio está lá
a duzentos quilômetros
de segurança que me
separam de toda essa
beleza.
me ama na cama, no drama
da bala perdida, me ama
no anagrama
de ama, que poder ser Mam
mas no Rio nada consta
apenas o anadrama
que sorve jovens em cada
grama
o Rio me grama, em cada
Posto 9, em cada Lapa
em cada Beco das Garrafas
em cada Travessa,
o Rio me atravessa
a alma nas Laranjeiras
me sorve nas luzes do
Dona Marta, sim senhora
o Rio me perde na hora
da cabana, de Copa
o Rio me afoga nos biquinis
na areia, no mosquito
no Rio, se sujar eu apito
me guardo na lata
me faço de aflito
o Rio me ama nos braços
da mulher que passa
na dura do guarda
o Rio está lá
a duzentos quilômetros
de segurança que me
separam de toda essa
beleza.
6.5.09
ECO PERFORMANCES POÉTICAS
Nesta quinta-feira, dia 7 de maio, no Mezcla, as 20h, entrada franca.
Convidados:
Rafael Miranda
Dudu Costa
Luiz Fernando priamo
Dois (não pares)
videos do Inhamis
vê se aparece!
Convidados:
Rafael Miranda
Dudu Costa
Luiz Fernando priamo
Dois (não pares)
videos do Inhamis
vê se aparece!
20.4.09
dorzinha
me deixa só com
minha dor no peito
que uma dorzinha é
alegria inconstante
de quem se afoga
em excessos
teus cuidados amplos
reduzem minha capacidade
de abraçar-te
e eu fico só de longe
vendo você ir embora
minha dor no peito
que uma dorzinha é
alegria inconstante
de quem se afoga
em excessos
teus cuidados amplos
reduzem minha capacidade
de abraçar-te
e eu fico só de longe
vendo você ir embora
11.4.09
semana santa
semana santa
de santa nada tem
fica todo mundo
querendo bolinar alguém
e eu cansado ressaqueado
fico tentando dormir
enquanto toca Gal Costa
na vitrola do vizinho ao lado
de santa nada tem
fica todo mundo
querendo bolinar alguém
e eu cansado ressaqueado
fico tentando dormir
enquanto toca Gal Costa
na vitrola do vizinho ao lado
10.4.09
minha menina dorme
conserva em sono
o doce gosto do bolo de queijo
com goiabada
e eu clamo a deus
que a vida tenha sempre
essa carinha feliz
da minha menina dormindo
conserva em sono
o doce gosto do bolo de queijo
com goiabada
e eu clamo a deus
que a vida tenha sempre
essa carinha feliz
da minha menina dormindo
6.4.09
pesadelo
às duas da tarde a cidade parecia estar morta
ou talvez meio moribunda
incompleta, só se respirava a poeira
das casas demolidas para se fazer mais sombra
no centro da cidade, e um milhão de carros
assobiavam como um comboio surdo
em silêncio a multidão
passeava e não se olhava
numa espécie de rito alucinado de indiferença
a cidade morreu
ou está insone?
40 graus de calor desumano assolam
a cidade indiferente que percorre as ruas
desnudas
entre ambulantes
numa espécie de bailado cheio de catárse
velhos brancos papeiam a conservação do
estado das coisas e tomam seu café
num papo idiota
que reflete
e repete a mesma história eterna
dentro dos apartamentos a televisão
mata o tesão
em ritos sumários de execução dos casais
perdidos iludidos babando o ódio da caretice
sem fim
o sono vira refém
são duas horas da madrugada
na cidade poesia onde os fantasmas
são vivos decadentes decanos assustados
prefeitos presos pobres colunistas
doces desempresários mal educados
chiques antiquados dotados de opinião
abro a janela e o ar da noite é temperado
com a surpresa onírica que
o céu da cidade não tem mais lua
os bebâdos não tem mais a rua
os eternos felizes perderam
os bancos das praças
os abraços sinceros
os sorrisos docemente exagerados
e não mais vagam
nem divagam pelas esquinas
ou butecos abençoados
(que aliás estão fechados)
lá no alto, no lugar da lua, uma noite em branco
indica que roubaram nossa esperança
e todos calados roncam
e roçam
e rolam
nos lençóis da indiferença
são seis horas da manhã
os olhos cheios de areia denunciam
a estranha noite
e a claridade ofuscante faz ainda mais
confudir se tudo foi realidade
ou pesadelo
e os poucos que acordaram
fingem que nada aconteceu.
21.3.09
19.3.09
s/ título_tiagorattes.ponto
achaste um jeito de me enganar. eu me surpreendi e encarei de frente o desafio de me tornar um novo homem, sem vícios, sem virtudes. esse talvez seja o grande homem do século xxi. um excepcional gerente das contas em dia de seu lar. vai haver futuro que a pena capital vai ser cortar gargantas de quem atrasar a mensalidade da academia de ginástica. comerei daqui pra frente frangos grelhados, coca cola zero. caráter zero virgula cinco. eu sei que a azia se mede de acordo com o susto. um soneto é indecifrável na medida que entorta palavras rubras e sangrentas. é por isso que ma humanidade vai se dividir entre aqueles que nunca escreveram um soneto, e aqueles que morreram tentando fazer algo parecido com Vinicius de Moraes ou Shakespeare. a humanidade perece por que desaprendeu a usar o corpo pra algo mais interessante.
cantei mil versos de flor
e joguei pra ti os espinhos
com a lingua pois na pressa
não mais esqueço que poesia
falada encantada
é voz
e voz é corpo esbelto magro
gordo parrudo
minha barriga chapada
minha pança de urso
importa que dessa boca saia poesia
e quando andastes por estas ruas de frio e flor saberá que seus ossos que doem denunciam que um dia você esqueceste de dormir a tempo de acordar no tempo de tomar seu café a tempo. tome tento menino, criança que não come não cresce. adulto que come, morre? pois todas as vovós esquecerem dos colesterois herois da industria farmaceutica e bioquimica. coma pra crescer. coma para morrer. beba água. e não morra afogado. mas pense bem, a vida é curta, até atravessar as ruas.
15.3.09
Sonhei com Nava
sonhei que dava um rolê com Pedro Nava,
nos encontramos às 13 horas
no pirulito mais famoso da cidade
para uma bela tarde, de prosas
e ele me revelava segredos ousados
guardados em sua memória
e eu abismado
queria que ele me contasse
histórias de Drummond,
para que pudessemos fazer piadas
acerca do poeta itabirano
confessei a ele que morria de inveja
de sua escrita e que era infeliz
por não ter sido eu o autor do Bau de Ossos
descemos o calçadão e tomamos um café
e ele indignado com o sabor do adoçante dietético
cobrou de mim mais seriedade da minha geração
sobre coisas elementares
e no fim do dia ríamos de Murilo Mendes
que subia pro Vitorino sabe-se lá por que
nos encontramos às 13 horas
no pirulito mais famoso da cidade
para uma bela tarde, de prosas
e ele me revelava segredos ousados
guardados em sua memória
e eu abismado
queria que ele me contasse
histórias de Drummond,
para que pudessemos fazer piadas
acerca do poeta itabirano
confessei a ele que morria de inveja
de sua escrita e que era infeliz
por não ter sido eu o autor do Bau de Ossos
descemos o calçadão e tomamos um café
e ele indignado com o sabor do adoçante dietético
cobrou de mim mais seriedade da minha geração
sobre coisas elementares
e no fim do dia ríamos de Murilo Mendes
que subia pro Vitorino sabe-se lá por que
22.2.09
solícito
Hi dear friend,
volto como disse, despues dessa reforma. !hola! eu sou assim, bilingue, meio a meio, afanando supertições em línguas matreiras. Mando a ti minhas palavras, verdes, antes que caiam de maduras e manchem nosso chão de cimento queimado. Tão lindo. Saudade sim, não tem tradução. Mas como disse Chico Science, "esperança é quando a dor presente nos faz tentar outra vez".
Dude, mano "véio",
eu e minha menina linda andamos pensando em repousar em Buenos Aires. Sou louco pra experimentar a Quilmes, creio eu que lá também haja exemplares de Corona. Mas enfim, vontade maior é a de viajar. E seu chegar por lá, quero comprar uns discos de vinil, de Novo Tango.
Mas de qualquer forma em Cabo Frio a gente chega.
volto como disse, despues dessa reforma. !hola! eu sou assim, bilingue, meio a meio, afanando supertições em línguas matreiras. Mando a ti minhas palavras, verdes, antes que caiam de maduras e manchem nosso chão de cimento queimado. Tão lindo. Saudade sim, não tem tradução. Mas como disse Chico Science, "esperança é quando a dor presente nos faz tentar outra vez".
Dude, mano "véio",
eu e minha menina linda andamos pensando em repousar em Buenos Aires. Sou louco pra experimentar a Quilmes, creio eu que lá também haja exemplares de Corona. Mas enfim, vontade maior é a de viajar. E seu chegar por lá, quero comprar uns discos de vinil, de Novo Tango.
Mas de qualquer forma em Cabo Frio a gente chega.
2.2.09
patricinha mor
seus lábios delineados, cabelo impecável
são uma espécie de armadilha para este poeta
que vos fala sobre suas desilusões
ou simplesmente prepara mais versos
para curtir uma de eterno apaixonado
mas, sim, falava de seus lábios (!)
reluzentes de longe,
nesta rua escura
decorando a paisagem chata
e sem graça da cidade
num dia de quase chuva
e que sorriso malandro você apresentava
disfarçando sua exacerbada classe social
que lhe fornecia o título de patricinha-mor
e eu que sempre botei banca de descolado
fiquei babando por ti
decidi que vou te botar em verso
desse jeito, sem jeito
pra te fazer dançar na folha branca
em letras garrafais
pra te fazer dormir
nos braços da miséria gostosa
da vida de verdade
e observar teus lábios delineados
enquanto repousa nos meus versos marginais
são uma espécie de armadilha para este poeta
que vos fala sobre suas desilusões
ou simplesmente prepara mais versos
para curtir uma de eterno apaixonado
mas, sim, falava de seus lábios (!)
reluzentes de longe,
nesta rua escura
decorando a paisagem chata
e sem graça da cidade
num dia de quase chuva
e que sorriso malandro você apresentava
disfarçando sua exacerbada classe social
que lhe fornecia o título de patricinha-mor
e eu que sempre botei banca de descolado
fiquei babando por ti
decidi que vou te botar em verso
desse jeito, sem jeito
pra te fazer dançar na folha branca
em letras garrafais
pra te fazer dormir
nos braços da miséria gostosa
da vida de verdade
e observar teus lábios delineados
enquanto repousa nos meus versos marginais
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