esses versinhos, versinhões, versiados,
acanhados aqui ficarão
até mamãe perceber e você nascer
não faltará pra este bebê
o que beber
de versos gelados
quentes
escaldados
sonhos
doces, salgados
beijos
abraços apertados
"gudi-gudis"
"bilu-bilus"
pink ou blue?
tipo assim
bebê,
vem que o mundo é teu
e vê se
abre o olho
senão o titio aqui
te versa
28.7.08
Para o Augusto, que vive de boa, numa barriga aconchegante
21.7.08
Lançamento e Workshop em Itabira
Como já havia dito estive em Itabira no dia 9 de julho para lançar o livro e ministrar um workshop à convite da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade . O evento fez parte da programação do 34º Festival de Inverno de Itabira. Foi uma experiência maravilhosa. Fui muito bem recebido e apresentado à cidade pela Alice Linhares que havia feito todo contato comigo. Lá conheci a Sra. Glória Menezes, superintendente da FCCDA, além de outras pessoas excepcionais envolvidas com a cultura em Itabira. Na parte da manhã estive na Rádio Itabira e dei uma entrevista para a Tatiana Linhares, que aliás é uma pessoa muito legal. O workshop foi muito bom. Vários jovens estiveram presentes e senti uma boa recepção. Fui homenageado pelos "Drummonzinhos", em especial o Luy Marlon que declamou uma poesia minha, "Rua Nova II", sendo este um momento de grande emoção. Além desse evento tive oportunidade de conhecer pontos importantes na vida de Drummond. Pretendo voltar a esta bela cidade que encarna tão bem a poesia e a mineiridade.





7.7.08
Eu, na terra de Drummond
5.6.08
Eu no III FestLer
Dia 06 de junho, sexta, às 19 horas estarei participando de um Sarau/Bate-papo no FestLer. Será no Setor Infantil da Biblioteca Murilo Mendes e contará com a participação de outros poetas.
Quem quiser aparecer...
11.5.08
Nós, colcha
arroubei-te
fora a fora por entre
os fios dos cabelos
e o suor
que escorregava as mãos por
entre as coxas
a destacar o sutiã na colcha
(as marcas de amor nos nossos lençóis)
e os gritos
confundem-se com a
redenção da alvorada
que nos abandonou
enquanto
a
copula
era só
16.4.08
Haja poesia
esperança
carrego tipo assim
embaixo do braço
assaz memória
queria eu
esquecer do fato
fadar o fraco
e enriquecer
a rima
pura
besteira
meu amigo, descobri
a vida é dura
haja poesia
carrego tipo assim
embaixo do braço
assaz memória
queria eu
esquecer do fato
fadar o fraco
e enriquecer
a rima
pura
besteira
meu amigo, descobri
a vida é dura
haja poesia
12.3.08
escrevo por que to pouco me versando pra ti
escrevo por to nem lendo
escrevo por que escorro
recorro ao que escrevo
e tenho dito
o que não disse
que
se diga
escrevo por to nem lendo
escrevo por que escorro
recorro ao que escrevo
e tenho dito
o que não disse
que
se diga
7.2.08
"eeescuuute essa canção! ou qq bobageeeemmm!"
carnaval é uma data excepcional, sempre estampa mal-humor na cara de pessoas de mal com a vida. não me irrito com as multidões. me incomoda apenas onde a multidão mija. quase sempre em um lugar que sou obrigado a pisar. de resto carnaval é fodão. preciso me policiar sobre o hábito de frequentar supermercados. parece mania, além de proporcionar prazer ao comprar coisas pra casa. juro! pra casa mesmo, tipo óleo de soja. o problema que tudo isso custa dinheiro. e dinheiro é foda. falando em dinheiro ainda não me acostumei com a idéia de não dar aulas no quesnel. a cecília, a lápide do amor, o fluzão e a comidinha da mamãe tem me salvado de uma tristeza maior. falando em comidinha, outro dia descobrimos que no carnaval deve-se cortar derivados do leite, beber muita água e evitar o abuso do alcool. em um dia eu comi um queijo mineiro e bebi muitas cervejinhas. e o pior: nem um copo d'água. pela primeira vez na vida fiquei feliz em comprar uma ervista velha, a zupi de maio - julho. adoro! e parea pôr fim nestas lamúrias, quimeras, luxúrias palavráticas e outras merdas, deixo estes versos:
ontem sonhei com hoje
e tirei força nem sei
de onde
pra deixar
um prato vazio
um sopro de instante
gavetas abertas
portas
pra trás
descobri, meu camarada
sofro de incontinência literária
29.1.08
Sobre o lançamento d'A Lápide...
Apesar de quase "adoecer" de ansiedade, tudo deu certo. As expectativas quanto as presenças e receptividade do livro foram superadas, seja pelo carinho das pessoas, pelo amor à poesia, e pelo belo trabalho de divulgação da Cecília. Estiveram lá amigos e amigas de infância, companheiros e companheiras da militância, colegas de outrora, admiradores, familiares. As pessoas beberam, conversaram, tudo num clima de felcidade que eu mesmo não poderia deixar de transparcer. O pessoal da Livraria A Terceira Margem deu um suporte incrível desde que decidimos fazer lá o evento, até o último minuto. Enfim saio desta experiência satisfeito e passo agora a distribuir o livro. A idéia e disponibilizá-lo em mais livrarias e bancas de jornal de Juiz de Fora e de outras cidades do país.
E até o próximo.
E até o próximo.


Para comprar "A Lápide do Amor - outras poesias" envie um email para alapidedoamor@gmail.com e receba as instruções. O valor é de R$10,00 + frete para outras cidades.
23.1.08
7.1.08
20.12.07
sem título
o segredo
da longevidade encontra-se
no conhecimento
furioso
do
copo
copoesia
cópula(pra cá)
cópula(pra lá)
da longevidade encontra-se
no conhecimento
furioso
do
copo
copoesia
cópula(pra cá)
cópula(pra lá)
18.12.07
poeta 24 horas
Affonso é o maior. Mesmo que Gular tenha escrito o maior poema de todos os tempos, o "Poema Sujo". Porém ambos não parecem ser poetas 24 horas como é Geraldo Carneiro. Tipo fico imaginando Geraldinho no buteco pedindo uma cerva em verso, comprando jiló em verso. Deve amar em verso. Sem naipe acadêmico do Affonso e sem o estilo jornalista do Gular. Geraldo é poeta "strictu-sensu". Antônio Cícero é meio linguísta. Chacal é agitador, teatral. Geraldinho, salve, salve.
e é só.
22.11.07
11.7.07
Rua Nova IV
Teus inconfundíveis berros, de crianças
a brincar na rua, saudavam as férias
noite e dia, no vento ultrajante
que fazia
secar as
roupas no varal, e havia
hora e minuto para comer
para divertir-se
com as palavras sentadas nos degraus
das portas alheias à falar alto
e incomodar os mais velhos, com
nossa
poesia inigualável
aspirando juventude
por sobre
o chão das casas
entre brinquedos
e brigas
e era uma rua
de traslado
obrigatório
reto e seco – ou chegava-se a linha férrea, ou chegava-se ao Paraibuna
o barulho de trem
ou de
água
o medo de enchente
nada era páreo
para
a felicidade
das crianças
de férias
entre bolas e bonecas
e olhares atentos de mães
auspiciosas
e a luta
era pra ver quem
seria
artilheiro
do malandro
futebol de rua
a brincar na rua, saudavam as férias
noite e dia, no vento ultrajante
que fazia
secar as
roupas no varal, e havia
hora e minuto para comer
para divertir-se
com as palavras sentadas nos degraus
das portas alheias à falar alto
e incomodar os mais velhos, com
nossa
poesia inigualável
aspirando juventude
por sobre
o chão das casas
entre brinquedos
e brigas
e era uma rua
de traslado
obrigatório
reto e seco – ou chegava-se a linha férrea, ou chegava-se ao Paraibuna
o barulho de trem
ou de
água
o medo de enchente
nada era páreo
para
a felicidade
das crianças
de férias
entre bolas e bonecas
e olhares atentos de mães
auspiciosas
e a luta
era pra ver quem
seria
artilheiro
do malandro
futebol de rua
28.3.07
Vingança
tens sede de vingança, incompleta no sangue
de teus avós, teus pais, e teus irmãos
a quem a terra assassinou antes da hora
no martírio nosso de cada dia
que rouba cada minuto da felicidade
(sois ferramenta do mundo
descartada a cada dia
de exploração, noite sem sono)
as janelas abertas
denunciam as fugas
dos sonhos incontáveis
da vida livre
entre a pena e a espada
entre a enxada e o livro
entre o tapa e louça
e acorda a cada dia com
o espírito indomado
da vontade eterna de mudar
de teus avós, teus pais, e teus irmãos
a quem a terra assassinou antes da hora
no martírio nosso de cada dia
que rouba cada minuto da felicidade
(sois ferramenta do mundo
descartada a cada dia
de exploração, noite sem sono)
as janelas abertas
denunciam as fugas
dos sonhos incontáveis
da vida livre
entre a pena e a espada
entre a enxada e o livro
entre o tapa e louça
e acorda a cada dia com
o espírito indomado
da vontade eterna de mudar
17.2.07
2020
escrevo como (tarsila)
quem cerca
o cerco
acerta
o seio
a espera
lástima o poeta espreita o peito a dor que cura
(Basquiat)
a quem a
deus serve a escrita
emputecida esgueira a porta aberta
5.2.07
Michel Melamed - Regurgitofagia 2
"Casa Comigo..."
"Casa Comigo..."
12.1.07
O insurgente
- O que agüenta teu corpo – pergunta o patrão
- Nada mais – responde o insurgente
a mão rebelde
derruba o chicote
e assusta
a cômoda expressão
do explorador
que
não mais
dorme
cheio de confiança
e com a cheia pança
dos frutos de quem
planta
(mas não come)
seja o grão
do cereal
ou o doce
final
do pão
eis que o insurgente
derriba aflitos mapas
na praça, em busca da
especiosa raiz(1)
ergue o
braço em riste
a voz
destrói pretensões
interrompe
covardias
Tiago Rattes de Andrade
(1) Affonso Romano de Sant’anna, Que país é este?
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